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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
rtigo sobre o BBB* – Luís Fernando Veríssimo
Publicado a 24 Janeiro 2011 por Vitalves
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. [...] Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.[...] Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores). Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.
Obs.: BBB* - Big Brother Brasil
( Luís Fernando Veríssimo )
COM QUEM NOS IMPORTAMOS
Com Quem Nos Importamos?
"Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E
Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda
a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o
primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mateus 22:36-39).
Pedro, um pequeno menino que tinha alguns problemas com Débora, sua irmã mais nova, se ajoelhou para fazer sua oração habitual antes de dormir. "Deus, abençoe a mamãe e o
papai, e também a Débora, em nome de Jesus. Amém". Ele se levantou mas logo se ajoelhou novamente, e disse: "Oh, Senhor, não perca tempo com a Débora. Amém."
A nossa historinha trata de crianças, mas nós, que somos adultos, muitas vezes fazemos o mesmo. Deixamos de ter relações de amizade com alguém e logo nos esquecemos de orar
por esse alguém, de tentar uma nova aproximação e até nos alegramos quando algo vai mal para essa pessoa.
O ensino do Senhor, porém, não é esse. Precisamos nos importar com nossos amigos e com os que não são amigos também. A Palavra de Deus nos diz que devemos amar a Deus e ao próximo -- não apenas aos amigos. Se não amamos ao próximo, não amamos a Deus. E se não amamos a Deus, perdemos a vida abundante e as bênçãos que só Ele pode nos dar.
Temos nos importado com todos? Temos anunciado Cristo aos nossos vizinhos? E aos nossos colegas de trabalho? E aos companheiros de escola e universidade? Temos compartilhado as bênçãos que temos recebido com nossos amigos? E com os que não são nossos amigos?
Em vez de achar, como o menino de nossa ilustração, que Deus não deve perder tempo com aqueles de quem não gostamos, devemos pedir ao Senhor que os abençoe e nos ensine a amá-los também. Só assim o nome de Jesus será engrandecido.
Você acha que Deus deve se importar com aqueles que não são seus amigos?
primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mateus 22:36-39).
Pedro, um pequeno menino que tinha alguns problemas com Débora, sua irmã mais nova, se ajoelhou para fazer sua oração habitual antes de dormir. "Deus, abençoe a mamãe e o
papai, e também a Débora, em nome de Jesus. Amém". Ele se levantou mas logo se ajoelhou novamente, e disse: "Oh, Senhor, não perca tempo com a Débora. Amém."
A nossa historinha trata de crianças, mas nós, que somos adultos, muitas vezes fazemos o mesmo. Deixamos de ter relações de amizade com alguém e logo nos esquecemos de orar
por esse alguém, de tentar uma nova aproximação e até nos alegramos quando algo vai mal para essa pessoa.
O ensino do Senhor, porém, não é esse. Precisamos nos importar com nossos amigos e com os que não são amigos também. A Palavra de Deus nos diz que devemos amar a Deus e ao próximo -- não apenas aos amigos. Se não amamos ao próximo, não amamos a Deus. E se não amamos a Deus, perdemos a vida abundante e as bênçãos que só Ele pode nos dar.
Temos nos importado com todos? Temos anunciado Cristo aos nossos vizinhos? E aos nossos colegas de trabalho? E aos companheiros de escola e universidade? Temos compartilhado as bênçãos que temos recebido com nossos amigos? E com os que não são nossos amigos?
Em vez de achar, como o menino de nossa ilustração, que Deus não deve perder tempo com aqueles de quem não gostamos, devemos pedir ao Senhor que os abençoe e nos ensine a amá-los também. Só assim o nome de Jesus será engrandecido.
Você acha que Deus deve se importar com aqueles que não são seus amigos?
E você, se importa com eles?
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